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Comida alagoana, muito prazer

Texto de Nide Lins*

Vocês sabiam que a Padroeira de Maceió é Nossa Senhora dos Prazeres? Com uma santa assim, há de convir que os sabores, aromas, cores e temperos estão presentes em cada esquina da cidade. E a Santa é tão poderosa que ordenou que, do mar ao sertão, tem que ter fartura de tapioca, beiju, bolo de macaxeira, peixada, rapadura, sururu, camarão, carneiro, cocada... E preparem os corações e bocas, porque vão logo lhes perguntar, “já tomaram o caldinho de sururu”?

Sururu é a nossa pérola negra, Patrimônio Imaterial de Alagoas, molusco das águas doces das lagoas Mundaú e a de Roteiro, representa as boas vindas à terra de Djavan. A receita mais clássica é ao leite de coco, contudo, vá com calma, dizem que é afrodisíaco...

E carapeba, o peixe nobre de Alagoas, é da água salobra, vivente no encontro ente mar e lagoa. Com grande presença, faz a festa dos pescadores na Lagoa Azeda e na Foz do Poxim, em Coruripe. Para preparar, apenas o sal, é muito comum encontra-lo nas regiões das lagoas.

Siri de coral, esse é alagoaníssimo, também das águas doces, e tradicionalmente sua carne é preparada no leite de coco, na manteiga ou na receita de fritada.

E do mar, é tanta riqueza de norte ao sul, são lagostas, camarões, lagostins, polvos e os peixes arabaiana, cavala, robalo, cioba... Seja nas peixadas ao leite de coco, na chapa ou frito, é sempre bom sabor em abundância.

Do Sertão, tem o majestoso Rio São Francisco, com seus pitus (crustáceos de água doce) e peixe tilápia na versão filé, recheado e na brasa. E ainda tem queijo manteiga, coalho, doce de leite, galinha ao molho pardo, buchada, carneiro e bode, uma verdadeira festa de interior.

Agora, a qualquer hora, a tapioca está presente na mesa do alagoano, uma herança indígena, a versão mais gostosa  é com coco ralado e queijo coalho, contudo tem recheio para todo gosto,  do doce ao salgado.

Para celebrar a sua vinda a Maceió, tome água de coco bem geladinho, suco de mangaba, caipirinha de cajá. Alagoas também produz cachaça e cerveja artesanal premiada, tá valendo provar!

E mais, em terras alagoanas tem comida boa no boteco, carro de ambulante, food trucks, restaurantes, bares, hotéis, e muito chef estrelado capaz de conquistar seu coração.

Valei-me Nossa Senhora dos Prazeres. É muita coisa, minha dica é visitar meu blog www.nidelins.com.br, lá tem muita trilha saborosa do boteco e ao restaurante cinco estrelas.

Como diz nosso poeta e cantor alagoano Djavan: “Você não sabe o que é farinha boa/ Farinha é a que a mãe me manda lá de Alagoas...”

(*)É jornalista, blogueira de turismo e gastronomia do TNH1, Escritora da 1 e 2 segunda edição do Guia da Gastronomia Popular Alagoana e Receitas das Alagoas, Cozinhas de Boteco, de Chef, de Rua e de Tradição, todos pela Editora Imprensa Oficial Graciliano Ramos 

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